O perfume no pulso de dois dias atrás. Pra quê? Um sinal? Um lembrete? Pra lembrar do que? De quem? De mim mesma? Pra lembrar de não me esquecer? De não despencar em algum delírio romântico? Eu lembro. E não despenquei. Até queria. Mas o chão não cedeu. Preferia que o cheiro teimoso fosse alheio. Vestir o perfume na manga, junto com o coração. E uma lembrança de carne e suor. Mas não. Perfume meu, pele minha. Pra quê? Talvez pra lembrar de esfregar mais sabão.